quarta-feira, 31 de março de 2010

proposta que obriga as escolas públicas de ensino básico a manter os alunos em suas instalações, mesmo em caso de falta de professor

Laycer Tomaz
Da Agência Câmara




A Câmara aprovou na quarta-feira (24) uma proposta que obriga as escolas públicas de ensino básico a manter os alunos em suas instalações, mesmo em caso de falta de professor. O projeto é do deputado Ayrton Xerez (DEM-RJ) e determina ainda que esses alunos deverão receber atividades complementares, organizadas de acordo com a faixa etária e a grade curricular de cada série.

A matéria, sujeita à análise conclusiva, já havia sido aprovada pela Comissão de Educação e Cultura. O projeto seguirá para o Senado, caso não haja recurso para que seja votado pelo Plenário.

O relator, deputado Efraim Filho (DEM-PB), apresentou apenas uma emenda de redação para suprimir a parte do projeto que “revoga as determinações em contrário". Ele lembra que a Lei Complementar 95/98, da consolidação de leis, proíbe a revogação genérica.

De acordo com o autor do projeto, muitas vezes, quando faltam professores, os alunos saem da escola sem o conhecimento dos pais. "Nas ruas, as crianças estão mais vulneráveis à ação da marginalidade, além do risco ainda maior de acidentes, justamente pela ausência de supervisão adequada", ressalta Ayrton Xerez.

Simulação mostra tráfego aéreo em 24 horas

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Crianças utilizam computadores em lan house do bairro do Grajaú, em São Paulo

No seu novo trabalho, “Home Computer Use and the Development of Human Capital” (“O Uso do Computador Doméstico e o Desenvolvimento de Capital Humano”), os economistas Ofer Malamud e Cristian Pop-Elechs observam que a “lacuna digital” dentro de países e entre estes pode ser vasta, e que grandes recursos governamentais e não governamentais estão sendo investidos para resolver o problema. Os autores dizem que nos Estados Unidos “menos da metade das crianças de famílias com renda anual inferior a US$ 25 mil (R$ 45 mil) mora em uma residência dotada de um computador, enquanto que 92% das crianças de famílias com renda superior a US$ 100 mil (R$ 180 mil) têm acesso a um computador doméstico”.

Portanto, seria lógico assumir que as crianças com acesso ao computador contam com uma grande vantagem em se tratando de adquirir capital humano, certo?

No entanto, a parte complicada é separar a causa do efeito. Conforme nós escrevemos no passado, crianças que crescem em casas com muitos livros têm maior probabilidade de se saírem melhor na escola do que aquelas de casas sem livros – mas não necessariamente porque elas passam o tempo inteiro lendo. Os dados sugerem que as crianças de casas dotadas de muitos livros possuem pais mais inteligentes.

Ao fazerem uma pergunta similar sobre computadores domésticos, Malamude e Pop-Eleches descobriram uma boa variável para explorarem. Segundo o sumário do trabalho dos economistas, eles coletaram dados de domicílios que participaram de um programa do governo romeno que distribuiu vales de acordo com a renda familiar. Esses vales subsidiaram a aquisição de um computador pessoal por família. No sumário do trabalho os autores ressaltaram as seguintes conclusões:

Nós demonstramos que as crianças de domicílios que receberam um vale apresentavam uma probabilidade bem maior de possuir e usar um computador do que aquelas de domicílios que não receberam nenhum vale. Os nossos principais resultados indicam que o uso de um computador doméstico têm efeitos positivos e negativos sobre o desenvolvimento de capital humano. As crianças que obtiveram um vale apresentaram notas escolares significativamente mais baixas em matemática, inglês e romeno, mas notas substancialmente mais altas em um teste de habilidades em informática e em avaliações auto-declaradas de fluência em computadores. Há também indicações de que o recebimento de um vale aumentou a capacidade cognitiva, conforme medida pelo teste Matrizes Progressivas de Raven. Nós não encontramos muita evidência de efeitos sobre resultados não cognitivos. Finalmente, a presença de regras impostas pelos pais em relação ao uso do computador e deveres de casa parece mitigar os efeitos da disponibilidade de um computador doméstico, o que sugere que o monitoramento e a supervisão por parte dos pais podem ser importantes fatores de mediação.

Portanto, embora o fato de possuir um computador em casa ajude as crianças a desenvolver habilidades de informática, ao que parece isso reduz as notas em matemática e em leitura.

Para muitos educadores da escola primária, essa conclusão não deve ser nenhuma surpresa. Apesar de todo esse papo de lacuna digital, muitos professores se empenham em manter os computadores longe das salas de aula desde que as crianças são bem novas, de forma a encorajá-las a desenvolver suas atividades sem esses equipamentos. A minha mulher e eu refletimos bastante sobre essa questão já que o nosso filho de nove anos de idade usa o seu computador para todos os tipos de atividades – não só para jogos e ligas de esporte fantasy, mas também para ler as notícias e pesquisar o que quer que o seu cérebro deseje, seja o assunto vulcões, Hitler ou presidentes canhotos. Ele também lê muitos livros – mas será que ele leria mais se não houvesse um computador em casa? E haveria mais benefício em tal caso? E será que a sua alfabetização digital garantirá a ele, no futuro, benefícios ainda não previstos?

*Stephen J. Dubner e Steven D. Levitt são os autores dos livros “Freakonomics: A Rogue Economist Explores the Hidden Side of Everything” (“Freakonomics: Um Economista Renegado Explora o Lado Oculto de Tudo”) e “SuperFreakonomics: Global Cooling, Patriotic Prostitutes, and Why Suicide Bombers Should Buy Life Insurance” (“SuperFreakonomics: Resfriamento Global, Prostitutas Patriotas e por que Homens-bomba Deveriam Fazer Seguro de Vida”). Para ler mais Freakonomics, visite o site (em inglês) www.freakonomics.com.

domingo, 21 de março de 2010

O Estudo do Meio e a Vivência Ambiental



O estudo do meio é o melhor jeito de fazer os professores trabalharem em equipe e de mostrar aos alunos o caráter complexo da realidade

Os alunos adoram e os educacionais aprovam. O estudo de meio é, de fato, uma ótima maneira de colocar a realidade dentro da sala de aula – justamente tirando a turma de dentro da sala de aula. E, diferente do que muita gente pensa, não é preciso viajar ou organizar um longo passeio. Até em volta da escola é possível aprender muito. Desde que os dois eixos principais da atividade sejam considerados: a necessidade de os professores trabalharem em equipe e a possibilidade de mostrar aos alunos a complexidade do mundo em que vivemos.

Para começar, a interdisciplinaridade. Uma das principais características que diferenciam o estudo do meio de outras atividades fora da escola, como uma visita ao jardim zoológico, é o fato de envolver diversas disciplinas. Não dá para fazer um estudo de envolver diversas disciplinas. Não dá pra fazer um estudo do meio de verdade sem ter um olhar completo sobre o tema. Daí a importância de envolver professores de todas as áreas e definir objetivos em comuns. “A abordagem escolar costuma ser monodisciplinar”, afirma Nélio Bizzo, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). “Mas, num lugar real, o aluno precisa se dar conta da montanha de relações que se estabelecem entre os vários conteúdos. Se não for assim, a atividade não terá sido bem-sucedida.” O que nos leva ao segundo eixo principal, o caráter complexo da realidade. Todo mundo sabe que o mundo não é dividido em História, Matemática e Língua Portuguesa. Essa divisão expressa a evolução das idéias ao longo da história da humanidade, agrupadas por áreas do conhecimento. Ou seja, quando a escola leva os estudantes a explorar a realidade, é inevitável que isso envolva todas as disciplinas. Afinal, há Geometria nas formas da natureza; há Arte nas construções; há História e Geografia em cada lugar por onde passamos.

“É preciso misturar ensino e pesquisa”, diz Nídia Nacib Pontuschka, da Faculdade de Educação da USP. Facilmente você vai perceber que esse é um ótimo caminho para despertar noções de cidadania e consciência social e ambiental – além de um grande número de outras competências. Leia a seguir os principais passos para fazer do estudo de meio uma rotina em sua escola.

1. O ponto de partida é, com base na proposta pedagógica e no currículo da escola, identificar os temas que mais bem se adaptam a essa metodologia de ensino (exigem o trabalho com várias disciplinas e só funcionam quando observamos a realidade á nossa volta).

2. É hora de definir objetivos pedagógicos. Acima de tudo, eles devem ser produto do trabalho coletivo dos professores envolvidos.

3. Em seguida deve ser feita uma relação de lugares que se adaptem a esses objetivos e, claro, estejam dentro da realidade socioeconômica dos alunos. Esse é o momento de decidir se dá para fazer uma viagem, uma pequena excursão ou apenas um passeio pelos arredores da escola.

4. Agora, o ideal é que um grupo de professores de áreas diferentes faça uma visita prévia ao lugar escolhido. Além das questões operacionais (transporte, alimentação, hospedagem, se houver), eles podem definir os locais a serem conhecidos pela turma e entrar em contato com pessoas que conhecem a região. “Em outras palavras, preparar o terreno”, diz Nídia Pontuschka, da USP.

5. Ainda na escola, é fundamental fazer um planejamento detalhado. Sem esquecer que imprevistos acontecem e é muito bom estar preparado para incluí-los no programa.

6. Às vésperas do passeio, os alunos devem tomar contato com o que vão encontrar em campo. Em classe, mostre mapas, fotos e vídeos ou promova palestras e debates. Em viagens, é bom cada estudante montar um caderno de anotações e ilustrações.

7. Chegando ao destino escolhido, Nídia sugere ir até um local de onde se tenha uma vista da região, para uma noção geral do que explorar.

8. Durante a visita, os comentários e as observações dos professores são importantíssimos, para dirigir o olhar dos alunos e proporcionar troca de impressões. Desenhar o que se vê é ótimo. “ Isso nos obriga a olhar a paisagem com mais atenção.” No caso de uma viagem, os momentos de lazer são parte fundamental do trabalho – para aliviar a cabeça e ajudar a manter a concentração nos momentos necessários.

9. De volta à escola, é preciso concluir o trabalho. De um simples relatório a um site, passando por peças de teatro, exposições e debates, tudo pode ajudar a turma a fixar os conceitos e entender como eles se relacionam com a realidade. Ninguém vai esquecer a experiência.

Nélio Bizzo, professor de Metodologia do Ensino de Ciências na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, chama a atenção para a importância de contemplar toda a realidade socioeconômica que envolve o assunto que você pretende trabalhar na forma de estudo do meio. E ele dá um exemplo: se o tema abordado são peixes, é essencial pesquisar desde a vida do pescador e sua renda até a importância da pesca para a cidade ou região, passando pelos interesses do dono do barco, do vendedor de gelo e do comprador do peixe. Sem esquecer as questões ecológicas e ambientais – e assim por diante.





* Fonte: Revista Nova Escola (A Revista do Professor), Abril de 2003, página 39

O Estudo do Meio



O conhecimento do meio se constrói a partir do desenvolvimento de projetos ligados à realização de atividades investigativas. Esses projetos proporcionam a vivência pelos alunos de experiências de aprendizagem que envolve a resolução de problemas, algo positivo para a vida de cada um dentro e fora da escola.

Atividades nesse sentido potencializam aquisição de conhecimentos, de métodos de estudo, de estratégias cognitivas, além de desenvolver o trabalho cooperativo, atitudes e hábitos.

Tudo isto resultará competências de saber, saber-fazer, saber-ser. A proposta é integrar ao currículo escolar uma ação fora dos muros da escola, reforçando conteúdos vistos em classe. Exige planejamento, organização, método e prolongamento, para que não percamos o rumo pedagógico.

Com um bom planejamento, é possível extrair do estudo do meio o que ele oferece de melhor: a percepção de que a escola não tem fronteira.

Os alunos podem entender essa mensagem numa ação simples, como uma volta pela redondeza, ou em vôos mais ousados, como uma viagem à outra cidade.
Dois eixos principais de uma atividade que foca estudo de meio devem ser considerados: a necessidade de os professores trabalharem em equipe e possibilidade de mostrar aos alunos a complexidade do mundo em que vivemos.

Interdisciplinaridade – Uma das principais características do estudo de meio é o fato de envolver diversas disciplinas, o que proporciona um olhar completo sobre temas determinados. Daí ser fundamental envolver professores de todas as áreas e definir objetivos comuns. Os alunos precisam se dar conta da quantidade e da importância das relações que se estabelecem entre vários conteúdos. Quando a escola leva os alunos a explorar a realidade, é inevitável que isso envolva todas as disciplinas... Afinal há Geometria nas formas da natureza, há Arte nas construções, há História e Geografia em cada lugar por onde passamos... se relacionam com a realidade. Ninguém vai esquecer a experiência.


Fontes: - Educare - Competências Essenciais - Estudo do Meio, Nova Escola On-Line. - Revista Nova Escola, abril, 2003, São Paulo.

O tamanho do Mundo




























Planeta Terra











LIVROS EM PDF

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas queestá prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugaronde você pode gratuitamente: · Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;· Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA· E muito mais....

Esse lugar existe!O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:








Só de literatura portuguesa são 732 obras!Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto pordesuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentarreverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes econhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação dacultura e do gosto pela leitura.

Mario Quintana

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois


Mário Quintana

A VERDADE SOBRE JOSÉ SERRA E A EDUCAÇÃO PAULISTA

Estamos em ano de eleição e, portanto, é hora de prestarmos atenção aos possíveis candidatos para que o nosso voto não seja motivo de mais mazelas sociais causadas por más administrações. Sabemos, no entanto, que manter-nos informados quanto ao que realmente acontece em nossa sociedade não é tarefa fácil, uma vez que boa parte da grande mídia está a serviço do capital e de partidos políticos – geralmente conservadores.

É por essa razão que, por meio desse e-mail, queremos informar a todos o que realmente acontece na educação paulista, uma vez que possivelmente o Sr. José Serra se candidatará ao cargo de presidente da República neste ano.

Acreditamos na Internet como um meio eficiente de fazer ouvir a nossa voz, quando o governo e a mídia, por conta dos seus interesses eleitoreiros, querem nos calar e difamar a todo custo.

Um exemplo dessa atitude criminosa da mídia golpista é a matéria que, recentemente, foi publicada no Estadão. Dentre outras insinuações, o jornal acusava os professores da rede estadual de entrar em greve como um pretexto para ficarem de “braços cruzados”, um jeito “sutil” de classificar a categoria como preguiçosa.

O jornal “esqueceu-se”, no entanto, de contar aos leitores os reais motivos da paralisação dos professores. Este e-mail, portanto, pretende impedir a manipulação asquerosa promovida por esse e por outros jornais de grande circulação, contando o que de fato acontece nos estabelecimentos de ensino do estado de São Paulo e que motivou a greve.



SEGREGAÇÃO DA CATEGORIA



O governo Serra dividiu os professores em categorias com letras sugestivas como O de otário, L de lixo, F de f*****, etc, como se fôssemos gado marcado a ferro quente nas costas com as iniciais do dono.

O intuito disso é muito simples: segregar a categoria, jogando professores uns contra os outros, numa clara tentativa de enfraquecer a categoria, facilitando a aplicabilidade dos desmandos do governo tucano.

A verdade, no entanto, é uma só. Somos todos professores, e temos – ou deveríamos ter pela lógica mais pueril – os mesmos direitos. Na prática, porém, não é o que acontece depois da invenção das malfadadas “letrinhas”. Cada categoria de professores é totalmente diferente da outra.



A DUZENTENA



Os professores da categoria O, por alguma razão ilógica que ainda estamos tentando compreender, após término de contrato terão que ficar 200 dias afastados das salas de aula. Isto significa que, se um professor está cobrindo uma licença de três meses, após esse período cessa o contrato e ele precisa ficar 200 dias em casa.

As perguntas óbvias que surgem imediatamente são: Acaso deixaremos de precisar trabalhar durante 200 dias? Nossos filhos deixarão de comer durante 200 dias? Sob quais argumentos o governo aprovou uma lei tão absurda e sem sentido?

O que parece é que a lei é um desestímulo a que os professores participem das atribuições de aula, e cubram licenças como professores eventuais, o que acontece muito.

Isso porque um professor contratado exige que se recolha INSS, que se pague horas de HTPC, dentre outros benefícios que o eventual não tem.



MATERIAIS DE PÉSSIMA QUALIDADE



Há alguns anos o governo tucano de São Paulo vem enviando às escolas revistas com aulas já prontas – tirando toda a autonomia e liberdade do professor. Tais revistas são de péssima qualidade, apresentando erros grotescos, propondo exercícios patéticos que pouco ou nada contribuem para o avanço dos alunos.

SARESP NÃO MOSTRA A REALIDADE DOS ALUNOS PAULISTAS



Os índices do IDESP – que somam índice de aprovação de alunos e desempenho na prova do SARESP – estão longe de revelar a realidade das salas de aula no estado de São Paulo. A verdade é que, com a progressão continuada, isto é, a obrigatoriedade de aprovar um aluno de um ano a outro, a menos que este exceda o número de faltas permitidas, é muito fácil manter um índice alto de aprovação de alunos, sem que isso signifique necessariamente que eles possuem as competências e habilidades que deveriam possuir.

Ademais nos resultados do SARESP o que vemos são textos asquerosos que tentam intensificar avanços pequenos, e minimizar atrasos significativos. Ademais o governo tem o mau hábito de atribuir a suas políticas educacionais os méritos dos avanços dos alunos, e lançar apenas ao professor a responsabilidade pelos regressos.



SALAS LOTADAS



Há um grande número de alunos por sala de aula, o que dificulta o trabalho dos professores, fazendo com que o ensino não tenha a mesma qualidade que poderia ter caso o número de alunos fosse reduzido.

Além disso o governo prometeu que colocaria dois professores por sala na primeira série do Ensino Fundamental I, e isso não é o que temos visto. Ao contrário, o que vemos são PEBs I com 40 crianças de cinco e seis anos sem que haja o prometido professor auxiliar.



PROVÃO DOS ACTs



Está claro que o governo pretende com o provão dos ACTs passar a idéia ilusória de que os supostos “professores incompetentes” serão afastados das salas de aula, o que seria um avanço na educação, uma inovação desse governo. Isto porém não passa de mais uma medida para fazer com que o povo acredite que a educação está melhorando graças ao governo Serra. Também é um meio de jogar a responsabilidade pela falência da educação sobre as costas dos professores, classificando-os como incompetentes, para não assumir a parcela farta de culpa do governo tucano que sucateou o ensino.

AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO E VALE-TRANSPORTE



Quanto a essa parte não é preciso dizer muita coisa. Não é à toa que os colegas apelidaram o vale-refeição de “vale-coxinha”. Quem consegue receber o “benefício” sabe que ele é tão vergonhoso quanto o nosso salário.



PROPAGANDA ENGANOSA



O governador José Serra, com claros interesses eleitoreiros, tem veiculado propagandas na mídia que mostram uma realidade falseada da educação paulista. Nessas propagandas o salário dos professores é ótimo, a educação avança vertiginosamente, etc.

Na prática qualquer professor sabe que isso não é verdade.



SALÁRIOS MISERÁVEIS



Freqüentemente somos acusados pela mídia golpista a serviço do PSDB de mercenários, simplesmente porque lutamos pór salários dignos. Parece que a imagem que se tem do professor é a mesma do “voluntariado”.

Nós professores temos famílias para sustentar, temos contas a pagar, dedicamo-nos não somente dentro da escola, mas também em nossas casas, já que é no lar que nos atualizamos, corrigimos trabalhos, planejamos aulas.

O salário base de um professor hoje não chega a R$ 950,00, o que é muito pouco para um trabalho que exige de nós muito tempo.

FALTA DE CONCURSOS PÚBLICOS PARA EFETIVAÇÃO



Vem do período da ditadura militar essa insistência em manter professores temporários na rede. Hoje esses professores são parte significativa de todo o efetivo da categoria. O número de temporários ultrapassa os 80.000 professores.

Isso gera algumas dificuldades na hora de aposentar-se, e não dá acesso a alguns benefícios que o efetivo tem.

É verdade que agora – em ano de eleição – o governo realizará um concurso público para efetivação de professores. No entanto o número de vagas é ridículo, pouco mais de 10.000. Precisamos de muito mais vagas para substituir todos os temporários da rede.



PROFESSORES NÃO FORMADOS ATUAM NA REDE



O governo, que vez ou outra coloca professores de “reforço”, como está acontecendo com os educadores da disciplina de matemática, e que quer demonstrar tanto rigor na contratação de professores com provas eliminatórias, na verdade permite que alunos de faculdade – ainda não formados – bacharéis e tecnólogos – que não passaram em sua graduação por disciplinas relacionadas à prática pedagógica, lecionem tranqüilamente na rede pública.



Preste muita atenção em quem você vai votar.

A mídia e o governo estão tentando jogar a sociedade contra os professores, ao mesmo tempo que tentam abafar as reais dimensões da greve para que a imagem do “candidato das elites” não saia arranhada e atrapalhe suas pretensões políticas.

As 120 grandes obras da Literatura Brasileira, segundo o professor Alfredo Bosi

Para você usufruir e construir sua cultura literária
OU: não morra antes de ler estes livros!




Que tal uma lista com as 120 grandes obras da Literatura Brasileira? O professor e
acadêmico Alfredo Bosi listou os livros obrigatórios para qualquer um interessado em
se aprofundar em nossa língua e cultura.

Índice
1. As 120 grandes obras da Literatura Brasileira
1.1 - Colônia – séculos 16, 17 e 18
1.2 - Século 19 – Romantismo, Realismo, Parnasianismo e Simbolismo
1.3 - Século 20
1.4 - (Modernismo)
1.5 - (Depois do modernismo)



1. As 120 grandes obras da Literatura Brasileira
O Museu da Língua Portuguesa pediu ao professor e acadêmico Alfredo Bosi uma lista de 120 grandes obras da Literatura Brasileira.
Se você deseja conhecer melhor o Brasil, se deseja construir sua cultura literária, se deseja buscar emoções duradouras, comece logo a ler estes textos!
Para se preparar, veja antes este precioso recado que o Prof. Bosi escreveu para você:
O que esta LINHA DO TEMPO representa? O que nela figura explicitamente? O que precisou ficar nela implícito?
O que se explicitou foi a história da Língua Portuguesa. O que ficou implícito foi a inclusão de obras de autores brasileiros de nascimento ou adoção, que em 2005 já nos deixaram, mas permanecem vivos na vida de suas obras, na leitura que delas fazemos e na memória que merecem como artistas da língua portuguesa no Brasil. O elenco não pôde, por óbvias razões de espaço, ser exaustivo, mas procurou ser representativo da variedade e da força de nossa cultura letrada. Não se incluíram, portanto, autores ainda vivos, nesta data, embora, pela relevância indiscutível da sua obra, alguns poetas e narradores que vêm escrevendo desde o último quartel do século 20 já pertençam à história da língua literária portuguesa no Brasil.
Não se incluíram, tampouco, críticos literários do passado e do presente, mesmo quando se notabilizaram pela profundidade dos conceitos e excelência da sua prosa, como Araripe Jr., Nestor Vítor, João Ribeiro, Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataide), Augusto Meyer, Álvaro Lins, Otto Maria Carpeaux e Antonio Candido, pois o elenco precisou ajustarse aos limites da linha do tempo, que se rege, por sua vez, pela arquitetura mesma do Museu da Língua Portuguesa. Daí, a necessidade de escolher, prioritariamente, ficcionistas e poetas, forjadores por excelência da língua literária. A exceção, aberta para Sílvio Romero e José Veríssimo, justificase
pelo caráter de verdadeiras balizas de nossa memória cultural que têm as suas histórias de nossa literatura até o começo do século 20.
Uma palavra sobre o teatro brasileiro. O chamado gênero dramático, que até os fins do século 19 estava intimamente vinculado às práticas literárias, destas se separou ao longo do século 20, constituindo uma das artes cênicas ou artes de espetáculo, com caracteres estruturais bem
diferenciados da poesia e do romance. Um elenco de obras dramáticas certamente incluiria peças de Joracy Camargo, Nelson Rodrigues, Dias Gomes, Jorge Andrade, Ariano Suassuna, Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Oduvaldo Viana Filho, Millôr Fernandes, Plínio Marcos,
dramaturgos, que deixaram marcas na expressão oral do português brasileiro contemporâneo.
De todo modo, no âmbito de sua proposta, a seleção buscou ser bastante ampla e diversificada. De Caminha e Anchieta, primeiras vozes da condição colonial entre nós, até a poesia rigorosa de João Cabral e as experiências narrativas densamente existenciais de Guimarães Rosa e Clarice Lispector, a língua portuguesa conheceu uma notável riqueza de tons e perspectivas, de ritmos e imagens. E causa justa admiração que tantas diferenças de filiação regional, de classe social, de contingências históricas e de fisionomias individuais tenham alcançado exprimir-se na mesma língua, acessível a todo brasileiro medianamente culto. Saibamos admirar, respeitar e conservar este legado de verdade e beleza, não só como quem guarda um tesouro, mas sobretudo como quem recebe gratuitamente um precioso instrumento de representação do mundo que nos cerca, de expressão de nós mesmos e de comunicação com o semelhante.


Veja aqui a lista:
1.1 Colônia – séculos 16, 17 e 18

1. Pero Vaz de Caminha - Carta a Dom Manuel (1500)
2. José de Anchieta - Autos e Poesias (1550)
3. Padre Manuel da Nóbrega - Cartas (1553)
4. Gabriel Soares de Sousa - Tratado descritivo do Brasil (1587)
5. Bento Teixeira - Prosopopéia (1601)
6. Frei Vicente do Salvador - História do Brasil (1627)
7. Padre Antônio Vieira - Sermões (1638-1695)
8. Gregório de Matos - Poesias – (ca 1680)
9. Manuel Botelho de Oliveira - Música do Parnaso (1705)
10.Antonil (pseud. de João Antônio Andreoni) - Cultura e opulência do Brasil (1710)
11.Nuno Marques Pereira - Compêndio narrativo do Peregrino da América (1718)
12.Academia Brasílica dos Esquecidos (1724) e Academia Brasílica dos Renascidos (1759)!
13.Cláudio Manuel da Costa - Obras poéticas (1768)
14.Basílio da Gama - O Uraguai (1769)
15.Fr. José de Santa Rita Durão - O Caramuru (1781)
16.Tomás Antônio Gonzaga - Cartas chilenas (1789?)
17.Tomás Antônio Gonzaga - Marília de Dirceu (l792)
18.Domingos Caldas Barbosa - Viola de Lereno (1798)
19.Silva Alvarenga - Glaura (1799)

1.2 Século 19 – Romantismo, Realismo, Parnasianismo e Simbolismo

20.Gonçalves de Magalhães - Suspiros poéticos e saudades (1836)
21.Martins Pena - O juiz de paz na roça (1838-1842)
22.Joaquim Manuel de Macedo - A moreninha (1844)
23.Gonçalves Dias – Primeiros Cantos (1846)
24.Gonçalves Dias – Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão (1848)
25.João Francisco Lisboa - Jornal de Timon (1852-1854)
26.Alvares de Azevedo - Obras (1853-1855)
27.Francisco Adolfo de Varnhagen - História geral do Brasil (1854-1857)
28.Junqueira Freire - Inspirações do claustro (1855)
29.Manuel Antônio de Almeida - Memórias de um sargento de milícias (1855)
30.José de Alencar - O Guarani (1857)
31.José de Alencar - O demônio familiar (1858)
32.Luís Gama - Primeiras trovas burlescas (1859)
33.Casimiro de Abreu - Primaveras (1859)
34.Tavares Bastos - Cartas do Solitário (1862)
35.Fagundes Varela - Cântico do Calvário (1865)
36.José de Alencar - Iracema (1865)
37.Qorpo-Santo - Comédias (1866)
38.Sousândrade - O Guesa (1867-1884)
39.Castro Alves - Vozes d’África, O navio negreiro (1868)
40.Castro Alves - Espumas flutuantes (l870)
41.Visconde de Taunay – Inocência (1872)
42.Machado de Assis - A mão e a luva (1874)
43.José de Alencar - Senhora (1875)
44.Bernardo Guimarães - A escrava Isaura (1875)
45.Machado de Assis - Iaiá Garcia (1878)
46.Machado de Assis - Memórias póstumas de Brás Cubas (1881)
47.Machado de Assis - Papéis avulsos (1882)
48.Joaquim Nabuco - O Abolicionismo (1883)
49.Raimundo Correia - Sinfonias (1883)
50.Raul Pompéia - O Ateneu (1888)
51.Olavo Bilac - Poesias (1888)
52.Sílvio Romero - História da Literatura Brasileira (1888)
53.Aluísio Azevedo - O cortiço (1890)
54.Machado de Assis - Quincas Borba (1891)
55.Cruz e Sousa - Broquéis (1893)
56.Rui Barbosa - Cartas de Inglaterra (1896)
57.Artur Azevedo - A Capital Federal (1897)
58.Joaquim Nabuco - Minha formação (1898)
59.Alphonsus de Guimaraens - Dona Mistica (1899)
60.Machado de Assis - Dom Casmurro (1899)

1.3 Século 20
61.Euclides da Cunha - Os Sertões (1902)
62.Rui Barbosa - Réplica às defesas de redação do Projeto do Código Civil (1902)
63.Graça Aranha - Canaã (1902)
64.Cruz e Sousa - Últimos sonetos (1905)
65.Capistrano de Abreu - Capítulos de história colonial (1907)
66.Vicente de Carvalho - Poemas e canções (1908)
67.Augusto dos Anjos - Eu (1912)
68.Lima Barreto - Triste fim de Policarpo Quaresma (1911)
69.José Veríssimo - História da literatura brasileira (1916)
70.Monteiro Lobato - Urupês (1918)
71.Valdomiro Silveira - Os caboclos (1920)

1.4 (Modernismo)
72.Mário de Andrade - Paulicéia desvairada (1922)
74.Manuel Bandeira - Ritmo dissoluto (1924)
75.Oswald de Andrade - Memórias sentimentais de João Miramar (1924)
76.Oswald de Andrade - Pau-Brasil (1925)
77.Guilherme de Almeida - Raça (1925)
73.Simões Lopes Neto - Contos gauchescos (1926)
78.Alcântara Machado - Brás, Bexiga e Barra Funda (1927)
79.Mário de Andrade - Macunaíma (1928)
80.Cassiano Ricardo - Martim-Cererê (1928)
81.Manuel Bandeira - Libertinagem (1930)
82.Carlos Drummond de Andrade - Alguma poesia (1930)

1.5 (Depois do modernismo)

83.Raquel de Queirós - O Quinze (1930)
84.José Lins do Rego - Menino de engenho (1932)
85.Gilberto Freyre - Casa grande e senzala (1933)
86.Graciliano Ramos - São Bernardo (1934)
87.Jorge Amado - Jubiabá (1935)
88.Sérgio Buarque de Holanda - Raízes do Brasil (1935)
89.Érico Veríssimo - Caminhos cruzados (1935)
90.Rubem Braga - O conde e o passarinho (1936)
91.Dionélio Machado - Os ratos (1936)
92.Graciliano Ramos - Angústia (1936)
93. Otávio de Faria - Tragédia burguesa, I, Mundos mortos (1937)
94.Graciliano Ramos - Vidas secas (1938)
94.Marques Rebelo - A Estrela sobe (1938)
95.Murilo Mendes - A poesia em pânico (1938)
96.Jorge de Lima - A túnica inconsútil (1938)
97.Cecília Meireles - Viagem (1939)
99.José Lins do Rego - Fogo morto (1943)
100.Carlos Drummond de Andrade - A rosa do povo (1945)
101.Guimarães Rosa - Sagarana (1946)
102.Vinicius de Moraes - Poemas, sonetos e baladas (l946)
103.Henriqueta Lisboa - Flor da morte (1949)
104.Érico Veríssimo - O tempo e o vento(1949-1961)
105.João Cabral de Melo Neto - O cão sem plumas (1950)
106.Carlos Drummond de Andrade - Claro enigma (1951)
107.Jorge de Lima - Invenção de Orfeu (1952)
108.Cecília Meireles - Romanceiro da Inconfidência (1953)
109.Graciliano Ramos - Memórias do cárcere (1953)
110.João Cabral de Melo Neto - Morte e vida severina (1956)
111.Guimarães Rosa - Grande sertão: veredas (1956)
112.Guimarães Rosa - Corpo de baile (1956)
113.Clarice Lispector - Laços de família (1960)
114.Guimarães Rosa - Primeiras estórias (1962)
115.João Antônio - Malagueta, Perus e Bacanaço (1963)
116.Clarice Lispector – A paixão segundo G.H. (1964)
117.Osman Lins - Nove novena(1966)
118.Antônio Callado - Quarup (1967)
119.Haroldo de Campos - Xadrez de estrelas (1974)
120.José Paulo Paes - Um por todos (1986)



Alfredo Bosi novembro de 2005

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sexta-feira, 5 de março de 2010

Valther Maestro palestra no Medianeira

No dia 2 de março, a Escola Marista Medianeira oportunizou aos educadores e pais, importante encontro com o professor e escritor Valther Maestro, da Editora Marista FTD.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ensino público de SP tem aumento leve de médias, diz Saresp

Matemática continua crítica na 3ª série do ensino médio; para Paulo Renato, houve 'estagnação'

SÃO PAULO - Avaliação feita pela Secretaria de Educação apontou leve melhora dos estudantes paulistas do ensino fundamental e médio em português em 2009, contudo o balanço do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) destacou o fraco desempenho em matemática no ensino médio. O Saresp engloba todas as escolas da rede pública estadual que oferecem ensino regular e de todos os alunos da 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e da 3a série do Ensino Médio.
"Numa avaliação média, eu diria que tivemos uma estagnação. Avançamos um pouco em português e recuamos em matemática. Mas o avanço verificado no ensino fundamental foi importante porque aponta que continuaremos avançando nos próximos anos. À medida que teremos alunos bem preparados da 5ª à 8ª série do ensino fundamental, isso transbordará para o ensino médio", disse Paulo Renato Souza, secretário da Educação do Estado de São Paulo, em entrevista à TV Estadão.

Português


No ano passado, o desempenho dos estudantes foi melhor em todos os indicadores na comparação a 2008. Na 4ª série do ensino fundamental, houve um acréscimo de 10 pontos (180 para 190,4 pontos) na média e aumento do porcentual de alunos nos níveis Suficiente (66,8% para 68,8%) e Avançado (6,5% para 10,3%). Segundo a Secretaria da Educação, o aumento das médias na disciplina sustenta uma manutenção da tendência de alta do desempenho nas próximas avaliações.

Na 3ª série do ensino médio, apesar do aumento na média (272,5 para 274,5 pontos), o porcentual de estudantes considerados de nível avançado permanece em um patamar baixíssimo (0,7% em 2009).

Matemática

Como a própria Secretaria reconhece na análise do Saresp, os dados de 2009 comprovam as diversas barreiras que a educação paulista precisa transpor para melhorar o nível de educação em matemática, principalmente no ensino médio. A evolução das médias nas 4ª e 8ª séries do ensino fundamental acaba ficando em segundo plano na avaliação por causa da expressiva queda de desempenho da disciplina pelos alunos do 3º ano do ensino médio. A média no Saresp no último ano do ensino médio caiu de 273,8 em 2008 para 269,4 no ano passado. E a distribuição pelo desempenho teve números mais preocupantes: o porcentual de alunos considerados de padrão Insuficiente aumentou de 54,3% para 58,3%, enquanto que o de nível Suficiente caiu de 45,3% para 41,2%.

Idesp

No conjunto da rede, o Estado superou as metas Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) em 2009, obtendo um valor de 2,79 diante do 2,58 de meta. Em avaliação fragmentada, a meta no ensino fundamental foi superada tanto no Ciclo I (3,85/3,35) quanto no Ciclo II (2,83/2,63), mas no ensino médio ficou abaixo do almejado (1,97/2,00).

E na análise do Índice de Cumprimento de Metas, a Secretaria detectou que 57% das escolas atingiram ou ultrapassaram as metas em suas etapas de ensino, puxadas essencialmente pelo desempenho das unidades do ensino fundamental no Ciclo I, em que 75,53% alcançaram a meta.

Outros números

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo divulgou junto com os resultados do Saresp 2009 outros dados relevantes sobre a educação paulista:

- 98% das crianças entre 7 e 14 anos estudam

- 86% dos jovens entre 15 e 17 anos estão na escola

- 69% dos jovens de 15 a 17 anos estão na série correta

- São Paulo é o 2º colocado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no País

- São Paulo é o 1º colocado no ranking da escolaridade de pessoas entre 15 e 29 anos do IBGE

Docência: uma carreira desprestigiada

"Jovem não quer ser professor

Pesquisa realizada pela Fundação Victor Civita e pela Fundação Carlos Chagas aponta que apenas 2% dos jovens do 3º ano do Ensino Médio pretendem seguir a carreira do magistério. Acesse o especial sobre o tema, o relatório preliminar do estudo e leia reportagem publicada em NOVA ESCOLA."

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Levantamento realizado pela Fundação Victor Civita comprova uma percepção alarmante: a profissão docente não é considerada uma opção atraente pelos estudantes do Ensino Médio. Apenas 2% desejam cursar Pedagogia ou Licenciatura.

"Se você comentar com alguém que está pensando em ser professor, muitas vezes a pessoa pode dizer algo do tipo: 'Que pena' ou 'Meus pêsames!'. Afinal, sabe que você vai ser desvalorizado e obter uma remuneração ruim.” É com essa chocante clareza que Thaís*, aluna do 3º ano do Ensino Médio de uma escola particular em Manaus, sintetiza uma noção preocupante para a Educação brasileira: cada vez menos jovens desejam seguir a carreira docente.

Embora essa impressão tenha se espalhado até mesmo entre quem não é da área, faltava dimensionar com contornos mais nítidos a extensão do problema. A área de Estudos e Pesquisas da Fundação Victor Civita (FVC) encomendou à Fundação Carlos Chagas (FCC) um mergulho no tema e os dados comprovam: apenas 2% dos estudantes que estão concluindo o Ensino Médio têm como primeira opção no vestibular graduações diretamente relacionadas à atuação em sala de aula - Pedagogia ou alguma Licenciatura. Outros 9% mencionam a intenção de cursar disciplinas da Educação Básica, como Letras, História e Matemática, o que não garante que venham a se interessar por lecionar.

Perfil dos futuros professores e possibilidades de mudança

A pesquisa também permite construir um perfil dos futuros professores do país. Nesse sentido, é útil analisar a lista das carreiras mais procuradas de acordo com o tipo de instituição em que os jovens estudam. Nas escolas públicas, a Pedagogia aparece no 16º lugar das preferências. Nas particulares, apenas no 36º. A situação se repete também com as Licenciaturas – que, somadas, ocupam o 24º posto na rede pública e o 37º na particular (como mostra o gráfico abaixo). “Isso evidencia que, atualmente, a profissão tende a ser procurada sobretudo por jovens da rede pública de ensino, que em geral pertencem a nichos sociais menos favorecidos”, afirma Bernardete Gatti, pesquisadora da FCC e supervisora do estudo (leia mais na reportagem Nossos futuros professores).

Depois de obter um diagnóstico completo, o estudo deu ênfase à proposição de alternativas para reverter a situação. Para apontar soluções, a FVC e a FCC convidaram 17 especialistas de diversas áreas da Educação para um debate em novembro do ano passado. O consenso é o de que se deve atacar o problema por diversas frentes, do aumento salarial à melhoria das condições de trabalho, da proposição de planos de carreira à revisão das formações inicial e continuada, passando pela necessidade de valorizar o professor e tratá-lo como profissional (leia mais na reportagem
Caminhos para atrair os melhores).

Ao todo, são oito sugestões práticas, que podem ajudar a desatar o nó identificado por outra jovem do Ensino Médio, Cláudia*, aluna de escola pública em Feira de Santana, a 119 quilômetros de Salvador: “Hoje em dia, quase ninguém sonha em ser professor. Nossos pais não querem que sejamos professores, mas querem que existam bons professores. Assim, fica difícil”.


Fugindo da sala de aula


Pedagogia e Licenciaturas são a escolha de apenas 2% dos entrevistados.
Interesse é um pouco maior entre alunos da rede pública (à direita)


Reportagem completa: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/carreira/docencia-carreira-desprestigiada-534985.shtml